Seguindo a tradição hollywoodiana, grandes marcas precisam continuar gerando produtos para a alegria dos produtores e de vez em quando para a alegria do público também.

    Boa parte de filmes e séries derivados de franquias estabelecidas costumam ficar abaixo do aceitável, por isso fui com os dois pés atrás conferir “Bailarina: Do Universo de John Wick”, longa ramificado da cinessérie “John Wick”.

    Felizmente, a desconfiança foi se desfazendo a cada boa sequência de ação do longa. 

    A trama de “Bailarina” traz novamente uma história de vingança. Ana de Armas é Eve Macarro, uma assassina de aluguel que parte numa jornada pessoal atrás do responsável pela morte de seu pai.

    Apesar de não ter um texto rico, nem uma personagem cheia de nuances interpretativas, Ana de Armas empresta seu carisma e capricha na coreografia de ação. A atriz já estava mais que familiarizada com socos, chutes e armas, já que foi o brilho isolado no último filme do agente 007.

    Aqui, Ana teve a oportunidade de pôr as mãos em um verdadeiro arsenal. Na verdade, tudo poderia ser usado como arma contra os opoentes, de pratos a patins. Nesse ponto o filme foi muito bem sucedido. Não faltou aquela criatividade que rende belas cenas de ação. 

    Mas o John Wick aparece para essa festa?

    Bem, era preciso ativar a carta “Keanu Reeves” para atrair os fãs e aumentar a bilheteria, mas, felizmente, o Baba Yaga é utilizado com muita moderação, de forma apropriada para não ofuscar o protagonismo da bailarina assassina. Mais um ponto para a produção.

    Assim, no cômputo geral, “Bailarina” soube beber da mitologia criada pela franquia “John Wick”, mas sem virar refém desta. Cumpriu bem o papel de filme de ação e entretenimento pipoca, e quem sabe a partir de agora gere suas próprias continuações.

    7.5

    *Disponível nos Cinemas

    @resenha100nota

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