O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu publicamente a redução dos chamados “gastos tributários” como alternativa viável para equilibrar o Orçamento Federal, sem a necessidade de aumentar tributos como o IOF ou criar novos impostos.
A declaração foi feita em seu perfil no Instagram e reforça uma posição que, segundo o ministro, já havia sido adotada com sucesso durante sua gestão como governador de Alagoas. Ele argumenta que o fim ou a revisão dos incentivos fiscais concedidos a grandes grupos econômicos poderia ajudar a resolver o déficit fiscal do governo federal de forma mais eficiente.
A proposta surgiu em meio à discussão sobre um possível aumento do IOF, medida que geraria uma receita extra estimada em R$ 19 bilhões. A decisão final deve ser debatida após uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente.
Apesar disso, o governo sinalizou que deve rever o aumento do IOF e analisar com mais profundidade a sugestão de reduzir os gastos tributários, que hoje somam cerca de R$ 800 bilhões, segundo estimativa apresentada por Renan Filho.
A iniciativa representa um esforço do governo em buscar equilíbrio fiscal sem penalizar ainda mais a população com novas cargas tributárias, além de reacender o debate sobre a eficácia e o alcance dos benefícios fiscais concedidos a grandes empresas no país.

