O primeiro grupo de heróis da Marvel finalmente fez sua estreia no mesmo universo cinematográfico dos Vingadores! Até então o quarteto formado pelo Senhor Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e o Coisa estava sob o guarda chuva da Fox Studios e rendeu dois filmes de qualidade bem questionável em 2005 e 2007. Quando a Disney comprou a Fox os heróis voltaram para casa e passaram a integrar o grande grupo de personagens que poderiam dar as caras no UCM.

    O diretor Matthew Shakman (“WandaVision”) foi o escolhido para comandar os primeiros passos do Quarteto Fantástico e trouxe para as telas uma aventura que lembra mais os “filmes catástrofes”, em que os protagonistas lutavam contra um fim global que parecia inevitável, do que com as produções quem vêm sendo lançadas pela Marvel nos últimos anos. Assim, Shakman optou criar a tensão durante quase toda projeção para segurar a ação para os momentos finais. Dito isto, não esperem lutas incessantes e desfile de super poderes.

    Na trama, o Quarteto Fantástico precisa lidar com a ameaça espacial Galactus, que ameaça devorar a Terra caso Reed Richards e Sue Storm não lhe entreguem seu bem mais precioso.

    Um dos grandes trunfos do Quarteto, quando comparado a outros grupos, como Os Vingadores, é a possibilidade de explorar o lado familiar da equipe, visto que Reed Richards (Senhor Fantástico) é casado com Sue (Mulher Invisível), cunhado de Johnny Storm (Tocha Humana) e melhor amigo de Ben Grimm (Coisa). Por isso seria fundamental que os atores conseguissem transpor a intimidade e o sentimento necessário. Infelizmente não consegui sentir essa química entre Pedro Pascal (Reed), Vanessa Kirby (Sue), Joseph Quinn (Tocha) e Ebon Moss-Bachrach. Apesar de ótimos atores, não deu pra visualizar uma família, uma unidade. E por mais que roteiro coloque um elemento emocional no cerne da história, faltou….amor. Tudo bem, posso parecer piegas, mas quando o espectador percebe uma relação forte entre os personagens, ele também se envolve muito mais.

    Tecnicamente, o filme traz um visual retro futurista muito bonito, que nos deixa querendo ver muito mais do design de produção. E se no longa de 2007 o vilão Galactus virou piada por ser apresentado apenas como uma poeira cósmica, dessa vez surge ameaçador e condizente com o perigo que representa.

    Se grandes caminhadas começam com os primeiros passos, Quarteto Fantástico pode ter uma bela estrada pela frente.

    7.5

    *Nos Cinemas

    @resenha100nota

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