Quando uma turma de 17 crianças desaparece de madrugada correndo para escuridão, uma jovem professora, o pai de um dos garotos e um policial investigam o caso, que vai se tornando cada vez mais sombrio.
Dirigido Zach Cregger, que já havia chamado atenção pelo longa “Noites Brutais”, “A Hora do Mal” tem uma narrativa fragmentada em capítulos que apresenta perspectivas diferentes da história a partir do olhar dos personagens.
Tal escolha foi fundamental para construir a tensão, envolver o espectador no clima de mistério e logo que as pistas vão indicando o caminho, o filme assume o tom de fábula macabra dos Irmãos Grimm, com toques de Stephen King.
Cregger foi tão competente na condução de “A Hora do Mal” que as pequenas inserções de humor não tiram nada da identidade de horror que está na tela. O elenco também está ótimo e a personagem interpretada pela veterana Amy Madigan é tão memorável que não descartaria um prequel focado em sua história.
Depois de muito tempo podemos ver uma produção de terror capaz de causar aquele frio na barriga e te fazer se ajeitar na cadeira temendo o que está por vir.
Com cenas perturbadoras e um final avassalador, “A Hora do Mal” é um deleite para os fãs do gênero.
9.5
*Nos cinemas
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