Quando anunciaram uma nova continuação para a clássica trilogia de comédia “Corra que a polícia vem aí “ mantive meus dois pés atrás. 

    Não me acho um purista que critica qualquer continuação ou remake de filmes que marcaram época, mas todo cuidado é pouco quando a maioria dessas produções frusta a audiência.

    Entretanto, diante de vários elogios nas redes sociais e veículos especializados, fiquei mais animado com a possibilidade de dar boas risadas com um tipo de comédia que fez bastante sucesso nos anos 80/90.

    O humor de paródia ganhou o público com os sucessos de “Apertem os cintos que o piloto sumiu”, “Top Secret”, “Top Gang: Ases Muito Loucos” e o próprio “Corra Que A Polícia Vem Aí”.

    O ator Leslie Nielsen foi um nome muito associado a esse tipo de produção virando uma espécie de símbolo.

    Para substituir Nielsen, falecido em 2010, foi recrutado Liam Neeson, ator renomado por papéis como em “A Lista de Schindler”, mas que nos últimos anos se popularizou por emplacar produções comerciais do tipo “justiceiro urbano”, que um dia já couberam a astros como Charles Bronson.

    Apesar da versatilidade de Liam, vê-lo em situações constrangedoras não foi algo agradável de ver. O filme segue a antiga forma de um amontoado de “gags de humor”, piadas verbais e principalmente visuais acontecendo ora no primeiro, ora no segundo plano da cena.

    O problema é que vendo o filme percebi que nada daquilo funcionava mais. Pelo menos, para mim. Situações ridículas, vexatórias e um besteirol que provavelmente funcionaria para minha versão bem mais jovem, infantil ou adolescente, nos anos 80 e início dos anos 90. Não hoje. O que funcionou em um período não raramente funciona melhor nas lembranças. Por isso, revisitar uma obra ou um gênero pode ser perigoso e frustrante.

    Às vezes é melhor dizer Adeus.

    2.5

    @resenha100nota

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