Por REUTERS

    O ‍secretário-geral da Otan, Mark ⁠Rutte, disse nesta quinta-feira (22) que os ‍aliados ocidentais precisarão intensificar sua presença no Ártico sob as bases de acordo com ‌os EUA, um dia depois que o presidente Donald Trump voltou atrás nas ameaças de usar tarifas ou tomar a Groenlândia à força.

    Rutte disse à Reuters em ‌uma entrevista à margem da reunião ‌do Fórum Econômico Mundial em Davos que agora cabe aos comandantes da Otan trabalhar nos detalhes dos requisitos extras de segurança e que ele tem ‌certeza de que os aliados não árticos da Otan gostariam de contribuir para ​o esforço.

    ‘Nós nos reuniremos na Otan com nossos comandantes seniores para resolver o que for necessário’, afirmou Rutte.

    ‘Não tenho dúvidas de que podemos fazer isso rapidamente. Certamente, espero que seja em 2026, espero até mesmo no início de 2026’, completou ele.

    A ambição de Trump de tirar a ​soberania ⁠sobre a ⁠Groenlândia da Dinamarca, membro da Otan, ameaçou destruir a aliança ‌que sustentou a segurança ocidental desde o fim da Segunda Guerra Mundial e reacender uma guerra comercial com ‍a Europa.

    Após semanas de ameaças, Trump recuou na quarta-feira da ameaça ​de impor tarifas ‌sobre os países que se opõem aos seus planos ‍e descartou o uso da força, sugerindo, em vez disso, que um acordo-quadro sobre a ilha ártica estava à vista.

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