O Ministério Público do Maranhão aponta o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, do União Brasil, como líder e principal articulador de um esquema que teria desviado cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município, localizado no interior do estado.

    De acordo com o MPMA, o esquema funcionava por meio da emissão e comercialização de notas fiscais frias, utilizadas por empresas que teriam participado e vencido licitações supostamente simuladas. Essas empresas ficavam com uma parcela entre 10% e 18% dos valores, enquanto o restante era apropriado pelo prefeito e por familiares, chegando a até 90% do montante desviado.

    As investigações também indicam que parte do dinheiro público teria sido usada para custear despesas pessoais e familiares. Entre elas, estão gastos com a faculdade da primeira-dama, Eva Dantas, que também foi denunciada pelo Ministério Público.

    Segundo a promotoria, mesmo sem ocupar cargo público, Eva Dantas exercia controle sobre contas do município e realizava movimentações financeiras, o que reforça a suspeita de participação direta no esquema. O caso segue em apuração pelo Ministério Público e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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