“Tem que entender de gente”… essa é a máxima dos políticos e politiqueiros. Narrativa em fala. Mas para o gestor da administração pública é uma premissa basilar.
Quem estuda Administração de Empresas sabe que o organograma é um dos princípios básicos para uma gestão de excelência. Sem gente não se faz quase nada.
E persigo comigo esta ideia. Nos projetos de consultoria que aplico com Prefeituras eu gosto do método PPP – Pessoas, Processos, Projetos. Os três passos nos trazem uma diagrama triplo entre Organograma – Fluxograma – Cronograma. Organo são as pessoas, respondendo ao Quem? Fluxo são os processo do Como? E Crono vem dos projetos que pode ser O quê? para ficar claro, entretanto cravo com o Quando? Cronos é tempo, portanto… quando entregarei o quê estou fazendo? Depende de Quem faz e Como está sendo feito.
Um dos maiores banqueiros do país disse certa vez que o sucesso da sua instituição financeira vem do conceito partnership. Ele tem uma organização com valor de mercado beirando os R$ 200 bilhões, todavia atribui a sucesso o fator de serem 400 sócios proprietários da operação da empresa. E, ainda mais, cita os 10 mil colaboradores como peça chave deste sucesso. Co-Labor é um conceito que fica para um texto próximo.
Há alguns anos, no período pré pandemia, em um evento da HSM em São Paulo. Eu fui a um painel sobre projeções da macroeconomia brasileira. Lá tinha ex ministros da Fazenda, Diretores de Bancos Nacionais e Estrangeiras mediados por economistas-chefe de instituições do Mercado de Valores e o termo mais marcante era alcunhado sobre a autora de um livro chamado “Centralidade do Cliente”, Jeannie Bliss. Norte americana, que estava no evento, com quem tive um private meeting. Uma espécie de workshop sobre o termo HCD – Human Center Design. Quando produtos e serviços são desenvolvidos focados nas pessoas. Lógico, óbvio, faz toda a diferença… mas “e por que não uso na minha atividade de gestor público?” foi o que pensei à época.
Construir obras publicas pensando nas pessoas. Deixar árvores e sombras nas praças que são reformadas. Pintar a sinalização de trânsito para que fique aprazível ao cidadão os usos de regras. Termos mais placas com imagens e ícones para os não letrados, vulgo analfabetos (que felizmente estão em extinção). Criar banheiros escolares infantis com mobília para crianças. Arquitetar em postos de saúde o mesmo modelo de espaço de entrada das clínicas particulares, é questão humanitária e de integridade no que faz. Copiar mesmo o privado no público.
Compreender que é preciso facilitar o acesso ao serviço público facilitando pagamento de guias e licenças pública a empresários. Tempo é dinheiro. Tambem como criar uma comunicação institucional que ensine o cidadão a marcar consulta e exame, buscar os centros de assistência social. Criar atendimento com hora marcada eximindo pessoas em filas nas madrugadas. O ato mais desumano de uma política pública era fila quilométrica para matrícula escolar.
Estamos avançando… precisamos acelerar! Fazer no público o método da iniciativa privada.

