O que deveria ser o registro de um nascimento em Coruripe revelou um cenário de abandono familiar e crime. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) aditou, neste início de março, a denúncia criminal que apura o estupro de uma vulnerável, incluindo agora a mãe e o padrasto da vítima no banco dos réus. A decisão baseia-se em indícios contundentes de que os responsáveis não apenas sabiam do abuso, como ajudaram a mantê-lo.

    A investigação começou em maio de 2025, após o alerta gerado pelo nascimento de uma criança: a mãe do recém-nascido tinha apenas 13 anos. O inquérito revelou que a adolescente saiu de casa aos 12 anos para morar com um homem de 30, com quem engravidou.

    Durante as audiências recentes, o promotor Leonardo Novaes Bastos comprovou que a mãe e o padrasto tinham pleno conhecimento do relacionamento e chegaram a auxiliar no aluguel da residência onde a menor vivia com o investigado.

    Para o MPAL, houve participação direta na manutenção de uma situação que viola gravemente os direitos da menina. O promotor reforça que a legislação brasileira é absoluta: qualquer ato sexual com menores de 14 anos é estupro de vulnerável, e o consentimento da vítima ou a anuência dos pais não retira o caráter criminoso da conduta.

    O processo segue em segredo de Justiça.

    *Assessoria

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