As redes sociais e uma sala empresarial em Maceió foram utilizadas para anunciar novos apoios à pré-candidatura do ex-prefeito JHC ao Governo de Alagoas, com estratégia voltada para demonstrar presença no interior. Nos bastidores, porém, os nomes apresentados são avaliados como de baixa densidade eleitoral, incluindo assessores, lideranças locais e candidatos derrotados, o que gera visibilidade, mas com impacto limitado nas urnas.
Há casos de adesões que não se mantiveram. O vereador Talvane, de Belo Monte, anunciou apoio e recuou poucos dias depois. Outro exemplo foi a filiação de Marina Cintra, vista como destaque, mas considerada sem base eleitoral consolidada. Nos bastidores, o movimento é interpretado mais como gesto político, inclusive por sua relação com o governador Paulo Dantas, do que como reforço efetivo de campanha.
No campo adversário, Renan Filho inicia o próximo ciclo com apoio de cerca de 90 prefeitos entre os 102 municípios do estado, reunindo, em alguns casos, grupos de situação e oposição, o que indica uma base com maior capilaridade e mobilização.
O contraste entre discurso e realidade tem gerado reações no meio político. Durante um almoço no Restaurante Dragão, o ex-vereador Joãozinho resumiu a avaliação: “Quando vi essa quantidade de posts e coloquei no papel, percebi: só dá para se eleger deputado estadual, e olhe lá”, afirmou.
A estratégia de divulgação conta com participação do ex-secretário de Governo Júnior Leão, responsável por organizar os anúncios. Ainda assim, interlocutores apontam descompasso entre a exposição pública e a capacidade real de transferência de votos.
No interior, o apoio político depende de base estruturada, liderança consolidada e presença contínua. Sem esses fatores, a soma de nomes tende a não se converter em resultado eleitoral.

