Acho que podemos chamar “O Diabo Veste Prada”, lançado em 2006, de novo clássico. Foi um filme sucesso de público, gerou uma legião de fãs, influenciou uma penca de produções que uniam moda e cinema, além de parir a personagem odiavelmente irresistível Miranda Priestly, vivida por Meryl Streep.

    Vinte anos depois, a continuação retorna a programação com as principais personagens que marcaram o original. Anne Hathaway, Meryl Streep, Stanley Tucci e Emily Blunt.

    O filme busca resgatar a energia moderna, cool e descontraída. A sensação de deja vu é muito bem vinda. Era exatamente isso que os fãs queriam.

    Porém, enquanto o longa de 2006 focava na história de uma jovem tentando encontrar seu espaço profissional em um ambiente hostil, cheio de vaidades, invejas e abusos, a nova trama se resume a personagem principal tentando ajudar a chefe a conseguir sua promoção, seu status e no caminho tentar humanizá-la.

    Anne Hathaway acabou virando coadjuvante do próprio filme, que parece muito mais interessado na Miranda, de Meryl Streep. A “vilã”, inclusive, tenta manter a postura deliciosamente sádica e ácida de outrora, mas perde pontos quando o roteiro tenta ganhar a simpatia do espectador dando a ela momentos mais emotivos.

    “O Diabo Veste Prada 2” continua sendo um filme leve, bom pra ver com um balde de pipoca. É aquela roupa que você pode sempre pegar no armário pra sair na rua sem chamar a atenção. Simples e sem a inspiração da coleção passada.

    6.0

    Em cartaz nos cinemas

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