Uma Ação Popular ingressada na Justiça de Alagoas, pelo senador Renan Calheiros, questiona investimentos realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (IPREV) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. A ação sustenta que aproximadamente R$ 117 milhões de recursos previdenciários foram aplicados em operações consideradas de elevado risco, sem a devida análise técnica de crédito e governança exigida para a gestão de recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.
No processo, são apontados como réus o Município de Maceió, o ex-prefeito JHC, ex-dirigentes do IPREV, integrantes do Comitê de Investimentos, representantes da consultoria responsável pelas recomendações financeiras e dirigentes do Banco Master. A petição argumenta que as decisões foram tomadas para corrigir desenquadramentos na carteira de investimentos do instituto, mas acabaram substituindo aplicações consideradas de menor risco por títulos privados sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com prazo de vencimento de dez anos.
Além da anulação dos atos administrativos que autorizaram as aplicações, a ação pede a indisponibilidade de bens dos envolvidos, a exibição de documentos relacionados às decisões de investimento e a condenação solidária dos réus ao ressarcimento integral dos prejuízos eventualmente suportados pelo IPREV. O autor sustenta que a liquidação extrajudicial do Banco Master aumentou o risco de perda dos recursos previdenciários, o que poderia impactar diretamente aposentados, pensionistas e o próprio Município de Maceió, responsável pelo equilíbrio financeiro do regime previdenciário.

