Muito mais além de uma data em si. A história desta cidade é marcada por milhões. Com população que margeia 1 milhão de habitantes, a capital alagoana é a queridinha de vários brasileiros, e até estrangeiros pelo mundo. Ainda em números, é a 17º mais populosa do Brasil, 5º cidade mais importante do nordeste. E dentre as 5.570 cidades do país é a 44º mais rica em valor econômico de PIB.
O que faz de Maceió icônica não são números. São nomes… Ponta Verde, Pajuçara, Jaraguá, Jatiúca, Ipioca, Pontal. Bairros que enchem os olhos e sorrisos de nossos visitantes. Mas podemos ir além, nos populosos Benedito Bentes, Tabuleiro dos Martins e Jacintinho. O Biu, o velho Martins e Seu Jacinto. Ilustres desconhecidos que emprestaram vossos nomes aos famosos bairros que concentram quase metade da população, quando aglomeram-se no entorno deles.
E para nos guardar a memória em cheiros e sabores temos outros nomes… Sururu, da Lagoa Mundaú. Sonoramente em rima, não à toa. Também como a tapioca de queijo com coco. Infinitas misturas na terra que cultiva ‘caldinhos‘ de peixes, mariscos, carnes e temperos da terra. Para não esquecermos do bolinho de grude de Riacho Doce. É típico e é rota para nossa explosão de sabores.
Vibrantes cores que temos. Em nosso mar azul turquesa, verde esmeralda. Azul esverdeado ou verde azulado, a depender do sol laranja, amarelo ou até o branco sol a pino que reluz em nossas vidas. Calor. Muito calor, humano e natural. E o colorido das rendeiras do Pontal.
Mas também somos um lugar inusitado em suas multiplicidades. A Rua do Sol, também chamada Rua da Praia é a Rua João Pessoa. Temos a Avenida Amélia Rosa em nome fantasia, a razão social seria Antônio Gomes de Barros. E paralela a ela, a Avenida Júlio Marques Luz que todo mundo chama de Jatiúca. O Parque Rodolfo Lins é a Praça do Pirulito. 1º de março é a Moreira Lima. A Rua da Alegria que minha avó tanto falava, na verdade é Joaquim Távora. E a melhor de todas. No centro, a Rua da Árvores é apelido para o binômio de Rua Augusta ou Ladislau Neto. E ali na esquina com a Cincinato Pinto tem a Maternidade Paulo Neto, que meu pai nasceu. Eu? Nasci no Hospital do Sesi, hoje Arthur Ramos e que vai mudar de nome novamente. Fui criado na Rua Goiás, que é também Oldemburgo Paranhos, lá no Farol. E o Farol, da Jacutinga, fica no bairro do Jacintinho atualmente.
Essa cidade de várias almas, ritmos, histórias. Donde gente se vem e se vai. É parte da minha vida. Meu lugar de origem, onde me sinto gente nesse mundo. Mas também é meu objeto de estudo mais precioso. Meu ser Homus Urbanus Politicus tem um coração que pulsa por sempre se encantar com Maceió e nunca – jamais – perder este encanto. E por falar em canto… a homenagem a Maceió é de uma trilha musical bem fácil. Se neste Brasil houver um artista a cantar voz e violão numa praça ou bar, de um repertório de meia hora, com certeza absoluta pelo menos uma canção será de Djavan. Para mim nosso irmão, filho da terra, mais ilustre.
É Maceió! 210 anos e muito mais…

