Lançado recentemente na Netflix, “Jay Kelly” é um daqueles filmes que gosto bastante. Um drama intimista em que seu protagonista depois de uma longa jornada reflete sobre as decisões que tomou na vida e o custo de suas escolhas.

    George Clooney é Jay Kelly, um ator com mais de 35 anos de uma carreira de sucesso, prestes a receber uma homenagem por sua obra no cinema, mas que passa a rememorar o passado após um encontro inesperado com um antigo amigo.

    O longa do diretor Noah Baumbach, responsável pelo excelente “História de um Casamento”, tem uma narrativa que nos coloca dentro das memórias de seu protagonista, enquanto o próprio repassa momentos-chave de sua vida pessoal, sempre entrelaçada e ficando em segundo plano em relação a sua carreira.

    Apesar de ter trilhado uma carreira de sucesso, Jay nunca viveu o papel de pai, amigo ou amante na vida real, como fazia com maestria no set de filmagem. Em seus filmes ele sempre acreditava que poderia fazer melhor, repetir suas cenas para corrigir a atuação até que ficassem perfeitas, reais, e assim ganhar o público, prendê-lo e acima de tudo, cativá-lo e fazê-lo ficar. Porém a vida e o tempo são “ao vivo”, numa única tomada. Se você não viver dando o seu melhor, se fazendo presente nos momentos reais e construindo laços verdadeiros, poderá até deixar um legado profissional para a posteridade, mas dificilmente terá deixado um legado de emoções para si.

    8.0

    *Disponível na Netflix

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