Não bastasse o atraso sem fim que o ditador e demagogo profissional Hugo Chávez trouxe para a Venezuela. Anos de retrocesso e decadência que foram sucedidos por uma caricatura ainda mais tosca de ditador, Nicolás Maduro — enterrando de vez a democracia e oprimindo uma nação inteira que acreditou na falácia do salvador da pátria.

    Bilhões foram desviados do povo venezuelano. Finalmente, o monstro Maduro caiu aos pés dos EUA. Até aí, tudo bem. Mas Trump vai levar uma quantidade enorme do petróleo venezuelano. Muito mais do que Hugo Chávez nacionalizou das empresas americanas quando instaladas na Venezuela.

    A Venezuela vai perder mais uma vez. Perdeu com Chávez, perdeu com Maduro e agora perderá com Trump, que vai levar de 30 a 50 milhões de barris de petróleo.

    Sim, e perdia também com o embargo econômico pois somente a China e a Rússia estava comprando petróleo — e deviam estar pagando bem barato.

    Para espanto geral, quem segue no poder é a vice-presidente e braço direito de Maduro — Delcy Rodríguez. Uma figura tão ditadora quanto seus ídolos, Chávez e Maduro.

    Por que não colocar no poder o vencedor das últimas eleições? Edmundo González Urrutia, ou ainda María Corina Machado, que foi impedida de concorrer às eleições? Seria essa a legítima vontade do povo da Venezuela. Dizer que eles não teriam apoio popular é sarcasmo, deboche ou os dois.

    Acho que assistimos a filmes demais, nos quais o herói sempre chega no final para resolver tudo. Mas isso acontece apenas no cinema ou na mente dos inocentes — ou dos mal-intencionados. A vida nem sempre é justa e segue sendo injusta com os venezuelanos.

    Nunca veremos uma nação ajudar outra por uma causa humanitária ou pela defesa da democracia. Isso são apenas narrativas — o único interesse são as riquezas.

    — Mas e quando Trump sair, quem vai entrar?

    — Pobre rica Venezuela.

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