Dois meses após o assassinato do médico Alan Carlos de Lima Cavalcante em Arapiraca, a acusada do crime, a também médica Nádia Tamyres Silva Lima, responde ao processo em liberdade sob medidas cautelares. Embora tenha alegado legítima defesa e abuso contra a filha no depoimento inicial, a Polícia Civil descartou a versão e a indiciou por homicídio qualificado, baseando-se inclusive em declarações da própria mãe da ré, que negou as acusações de abuso. Atualmente, Nádia está proibida de se aproximar da filha, cuja guarda provisória permanece com familiares, enquanto a Justiça ainda não definiu a tutela definitiva da criança.

    Apesar da gravidade do indiciamento, Nádia obteve autorização judicial para retomar suas funções profissionais na UTI do Hospital de Emergência do Agreste (HEA). O caso, que gerou grande repercussão em Alagoas, corre sob segredo de Justiça desde a concessão do habeas corpus em dezembro de 2025. O Tribunal de Justiça de Alagoas monitora o cumprimento das restrições impostas, enquanto o Ministério Público aguarda os próximos desdobramentos da instrução processual.

    Novas atualizações dependem da quebra do sigilo ou de novas decisões proferidas pelo tribunal.

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