O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a captura e levada de Nicolás Maduro para os Estados Unidos, defendendo que qualquer julgamento contra o líder venezuelano ocorra em seu próprio país. Em entrevista em Nova Délhi, Lula classificou a operação de forças especiais norte-americanas como “inaceitável” e uma violação à soberania, rejeitando a ideia de que um chefe de Estado possa invadir outra nação para capturar seu governante. Para o presidente brasileiro, a ação carece de explicação legal e fere os princípios internacionais.
A declaração surge no contexto da transferência forçada de Maduro para Nova York, onde ele enfrenta acusações de tráfico de drogas. Lula reiterou que o foco principal deve ser o restabelecimento e a consolidação da democracia na Venezuela por meios institucionais internos. Ao se posicionar contra o julgamento em solo americano, o petista reforça sua postura diplomática de não intervenção externa e aposta na justiça local como o caminho para resolver as pendências criminais e políticas do país vizinho.

