O Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte reelegeu Kim Jong-un como secretário-geral em uma reunião do congresso do partido no domingo (23), informou a mídia estatal, uma medida vista como uma forma de reforçar seu controle absoluto do poder.

    Em uma reportagem publicada nesta segunda-feira (23), a agência de notícias estatal KCNA creditou a Kim o aumento do prestígio do país, colocando-o globalmente em uma posição sólida para prosseguir sua cruzada revolucionária e fortalecendo os militares “em um exército de elite e poderoso”.

    Sob sua liderança, “a dissuasão bélica do país, com as forças nucleares como eixo, foi radicalmente aprimorada”, afirmou a KCNA em reportagem elogiosa sobre o quarto dia dos trabalhos do congresso.

    A reafirmação de sua autoridade “equivale a uma declaração de que Kim Jong Un encerrou o ‘modo de gestão de crise’ do regime e entrou em uma fase de governo confiante, estável e de longo prazo”, disse Lim Eul-chul, especialista em Coreia do Norte da Universidade Kyungnam.

    Os delegados também elegeram membros do Comitê Central do partido e aprovaram revisões nas regras do partido, informou a KCNA. A agência não forneceu detalhes sobre as mudanças no estatuto do partido, mas algumas autoridades graduadas parecem ter sido excluídas do comitê.

    O ex-ministro das Relações Exteriores Ri Su Yong, o presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Suprema Choe Ryong Hae e uma autoridade de alto escalão militar do partido, Ri Pyong Chol, estavam entre aqueles que foram afastados em uma provável mudança da velha guarda, disseram analistas.

    *CNN Brasil.

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