Novas explosões abalaram Teerã nesta quinta-feira (5), enquanto o Irã anunciou que atacou grupos curdos no Iraque, o que provoca o temor de uma ampliação da guerra no Oriente Médio e de um impacto ainda maior na economia mundial.

    Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado uma ofensiva em larga escala contra o Irã, país que acusam de querer desenvolver armas atômicas e de planejar um ataque.

    Sem o seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia dos bombardeios, e de vários comandantes militares, a República Islâmica respondeu com lançamentos de drones e mísseis contra Israel e alvos dos Estados Unidos e de seus aliados no Golfo.

    A guerra voltou a colocar a economia mundial “à prova”, advertiu nesta quinta-feira a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

    A Coreia do Sul já anunciou um fundo milionário de estabilização do mercado após uma queda histórica da Bolsa de Seul.

    E a China, que tem uma eventual escassez, pediu às suas principais refinarias que suspendam as exportações de diesel e gasolina, informou nesta quinta-feira a agência Bloomberg.

    Advertências

    O Irã anunciou o lançamento de mísseis contra os quartéis-generais das forças curdas na região autônoma do Curdistão iraquiano, que abriga tropas americanas. “Atacamos com três mísseis os quartéis-generais dos grupos curdos contrários à revolução no Curdistão iraquiano”, afirma um comunicado militar divulgado pela agência Irna.

    Os bombardeios, que segundo um porta-voz provocaram a morte de um integrante de um grupo curdo iraniano no exílio, foram precedidos por advertências das autoridades iranianas.

    “Os grupos separatistas não devem imaginar que soprou um novo vento e tentar agir”, advertiu Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

    A Casa Branca desmentiu na quarta-feira as informações de vários meios de comunicação de que o governo americano pretendia armar as milícias curdas contra o Irã para provocar um levante.

    O governo dos Estados Unidos, no entanto, confirmou que o presidente Donald Trump conversou com “lideranças curdas” que estavam em uma base de Washington no norte do Iraque.

    O republicano obteve uma vitória política na quarta-feira, quando o Senado rejeitou uma resolução que pretendia limitar seus poderes nesta guerra.

    Na quarta-feira, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico.

    As autoridades do Sri Lanka, que coordenam as operações de busca, anunciaram que pelo menos 87 marinheiros morreram e dezenas são considerados desaparecidos.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou o governo dos Estados Unidos de cometer uma “atrocidade”.

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