A Justiça em Alagoas condenou nesta quinta-feira, 5, o réu Albino Santos de Lima a cumprir 22 anos e 5 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, caso analisado pelo Tribunal do Júri sob condução do juiz Yulli Rotter.
Preso desde setembro de 2024, Albino acumula outras condenações por crimes semelhantes, que somam pelo menos 18 homicídios e seis tentativas, consolidando-o como um dos cinco maiores serial killers do Brasil. Somadas, as penas ultrapassam 127 anos de prisão.
Ao dar depoimento, o réu afirmou ser inocente e disse que, neste caso da idosa, a autoria do crime era do “Arcanjo Miguel”, figura a quem atribui outros crimes e que reforça a tese da defesa sobre problemas mentais do réu.
Genilda Maria da Conceição morreu no dia 6 de fevereiro de 2019, quando foi atingida por disparos enquanto caminhava com o neto de 11 anos para a escola em uma rua de Maceió. Segundo o promotor, “o réu atacou a vítima covardemente, pelas costas, na frente de uma criança”.
Em depoimento anterior, o acusado afirmou que associava a vítima a pessoas ligadas ao tráfico de drogas, dizendo que usuários se reuniam perto da casa da idosa e relatando que decidiu agir como justiceiro ao relacionar a vítima com essas situações.
O promotor mostrou no julgamento que no celular de Albino Santos havia a data do crime e o nome da senhora Genilda circulados.
*Jornal extra

