Vai começar a temporada eleitoral 2026. Até o próximo sábado, 4 de abril, o assunto é sobre quem…
Quem será candidato, quem irá para o Governo, para o Senado, Deputado Estadual ou Federal.
Quem irá nos importa. Entretanto, o que mais importa é justamente o “quê”.
O quê será feito, prometido, pensado, proposto, sugerido?
Na área da segurança. Saímos de mais de 2 mil homicídios há uma década para menos de 1 mil. Excelente. Mas há sensação de insegurança. Percepção? Redes sociais e a velocidade do espanto em alguns casos? O crime migrou para o meio digital e doméstico?
A educação. Ainda somos o estado e a capital com pior alfabetização. Mas temos o maior programa de educação infantil. 80 creches, meta 200. A qualidade do ensino na nota do IDEB melhorou. Alagoas saltou de 27º para ficar entre os 9 melhores. De último do último terço, para o seleto grupo do melhor terçil. Não pode-se perder o fio da meada.
Na saúde. Ainda há filas sim. Exames, diagnósticos, cirurgias. Porém, obtivemos maior avanço em rede hospitalar pública regionalizada do norte-nordeste. O caminho é de ampliação e atendimento na ponta reduzindo o famigerado turismo de saúde para bem além do domicílio. E a cobertura de atenção primária bate os 100% em 100 municípios, apenas 2 em defasagem. Mas é sempre preciso mais. O novo programa de saúde digital com teleatendimento acelera esse progresso.
Na infraestrutura avançou-se muito em comunicação com a infovia, que poucos sabem ou veem, e nas rodovias. Mais de 2 mil km de estradas. Nas zonas urbanas foram 850 km. É necessário manter o custeio para manutenção. Investir em segurança viária, ainda temos 800 vítimas fatais anualmente. Novos desafios numa área tão complexa.
A questão social também trouxe avanços. Redução de extrema pobreza e no mapa da fome. O estado saiu de 37% para 5% em vulnerabilidade extrema. O que resta? Estão exatamente nas grandes cidades. Migração da zona rural para urbana, busca de oportunidades e o intenso desejo de melhorar de vida. É necessário ser vigilante nesse quesito. Alagoas tem ganho prêmio de melhor, não deixemos a meta cair.
Desenvolvimento… é o capítulo à parte. Somos o estado que mais investe em inovação, bolsa de pesquisas científicas. Onde formamos mão de obra com a Escola de Turismo. Batemos recorde de novas empresas abertas. Mas ainda há um subemprego, gerando uma renda em defasagem. O setor público concentrando quase metade da massa salarial de Alagoas. Somente o Governo de Alagoas paga 19,7% de todos os salários. A folha de servidores são R$ 650 milhões dos totais R$ 3,3 bilhões que mensalmente injetam na economia os Celetistas. Somando Governo Estadual, com Poder Judiciário, Prefeituras e Legislativos. A conta passa de 40%.
É preciso diversificar.
Em líderes? Ícones de desenvolvimento? Em ideias? Projetos? Dados? Metas?
O que teremos para o futuro? Precisamos começar a discutir agora.

