Neste período da Semana Santa, quando a procura por peixes e frutos do mar aumenta, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Arapiraca, realizou nesta segunda-feira (30) uma fiscalização em estabelecimentos que comercializam alimentos in natura no município.

    A ação foi coordenada pelo promotor de Justiça Thiago Chacon e teve como foco verificar as condições de comercialização de pescados, diante do aumento da demanda e da necessidade de garantir a segurança alimentar dos consumidores. A fiscalização contou com o apoio do Procon, da Vigilância Sanitária e da Prefeitura Municipal, responsável pela administração do mercado público. Segundo o promotor, a atuação foi integrada e voltada à prevenção de riscos à saúde da população.

    Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades em diversos estabelecimentos. Parte dos comerciantes foi notificada e recebeu prazo de 30 dias para corrigir problemas de menor gravidade, como descarte irregular, uso de equipamentos de proteção individual e armazenamento de gelo.

    Em situações mais críticas, houve a apreensão de 200 quilos de produtos considerados impróprios para o consumo, devido a condições inadequadas de armazenamento e conservação.

    De acordo com o promotor Thiago Chacon, a iniciativa tem caráter preventivo neste período de maior demanda, mas também busca coibir práticas que coloquem em risco a saúde dos consumidores. Ele destacou ainda que a atuação terá continuidade nos próximos meses, com ampliação do monitoramento sobre a comercialização de alimentos na cidade.

    Segundo a Vigilância Sanitária, o consumo de alimentos nessas condições pode provocar danos à saúde, como intoxicações alimentares causadas por bactérias, a exemplo da salmonella, comum em pescados mal conservados. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia, febre e desidratação, podendo evoluir para quadros mais graves, especialmente em crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida. Em casos extremos, pode haver necessidade de internação hospitalar.

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