O Brasil deve registrar cerca de 1,8 milhão de casos prováveis de dengue na temporada 2025-2026, segundo projeção do InfoDengue-Mosqlimate, iniciativa da Fundação Getulio Vargas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.

    Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2026, o país já soma mais de 175 mil casos prováveis da doença. Em 2025, foram mais de 1,6 milhão de registros e 1.821 mortes confirmadas.

    De acordo com o relatório técnico, que considera o período entre outubro de 2025 e outubro de 2026, São Paulo deve concentrar a maior parte dos casos, com 536.778 registros previstos, seguido por Minas Gerais, com 274.602. Apesar de o cenário ainda ser considerado epidêmico, a estimativa aponta para uma redução em relação a 2024, quando o país ultrapassou 6,5 milhões de notificações.

    Em Alagoas, a expectativa é de estabilidade, com cerca de 10.278 casos prováveis, número semelhante ao registrado na temporada anterior.

    Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Embora, na maioria dos casos, apresente evolução leve, a doença pode se agravar e levar à morte.

    Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas e manchas vermelhas na pele. Após os primeiros dias, é importante ficar atento a sinais de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar e sangramentos.

    A orientação é procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.

    Para prevenir a doença, o principal cuidado é evitar a proliferação do mosquito, eliminando água parada em recipientes como caixas d’água, pneus, garrafas e vasos de plantas. Além disso, o Sistema Único de Saúde passou a oferecer vacina contra a dengue desde dezembro de 2023.

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