O petróleo Brent encerrou o mês de março de 2026 registrando sua maior alta mensal da história, impulsionado pelo agravamento das tensões no Golfo Pérsico. Os contratos para entrega em maio foram negociados próximos a US$ 118 o barril, acumulando uma valorização superior a 60% no mês. O avanço reflete o choque de oferta causado pela campanha militar envolvendo EUA, Israel e Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz.

    Nesta terça-feira (31), os preços chegaram a disparar após um drone iraniano atingir o petroleiro kuwaitiano Al-Salmi em Dubai. No entanto, os ganhos arrefeceram ao longo do dia, após sinais de que o presidente Donald Trump estuda uma estratégia de saída do conflito. Relatos indicam que Trump estaria disposto a encerrar as operações militares focado em destruir o arsenal iraniano, mesmo que o corredor marítimo permaneça bloqueado temporariamente.

    A guerra, que já dura cinco semanas, interrompeu o fluxo de cerca de 10 a 12 milhões de barris por dia, gerando temores globais sobre inflação e escassez de combustíveis. Enquanto o Brent liderou as altas em Londres, o petróleo bruto dos EUA (WTI) também saltou mais de 50% no período. Analistas alertam que, apesar das falas sobre uma possível trégua, a redução das reservas globais torna o mercado extremamente sensível a novas interrupções nas rotas alternativas do Mar Vermelho.

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