Eis que em meio a uma nação adormecida, um homem acordou contra um sistema. E não acordou para jogar futebol nem sambar no carnaval como rege a doutrina brasileira que nos impõe uma lavagem cerebral centenária.

    Uma nação com problemas crônicos tão enraizados como em nosso país, é preciso alguém com disposição, conhecimento e coragem para por as mãos na terra e arrancá-las das nossas instituições. Suas armas são a sátira, o bom humor e o senso de justiça.

    — Vão querer enforcá-lo politicamente?

    Com a corda que querem enforcá-lo, Zema está dando um nó nos seus opositores — Um ministro pediu perdão publicamente por um comentário homofóbico. Outros ministros parecem estar com as mãos atadas frente aos argumentos do presidente do partido Novo.

    Sem destempero, sem bravatas, sem baixar o nível, ele segue desafiando o poder estabelecido. Recebe ameaças, intimidações, processos mas estamos vendo que nada detém o ex-governador de Minas. Ele tensiona — mas não rompe. Provoca — mas não desqualifica. Avança — mas não perde o controle.

    Zema também não vai dar corda ao populismo barato. Já falou que caso seja eleito, ninguém sem trabalhar não vai ter direito a bolsa assistencialista no Brasil.

    A coragem do ex-governador em personificar a indignação popular o coloca como um protagonista inevitável na corrida presidencial. As próximas pesquisas devem mostrar sua escalada nos índices intenção de voto.

    — Acorda, Brasil

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