Quatro policiais militares foram condenados pelo desaparecimento de Davi Silva nesta terça-feira, 5, após júri popular que durou dois dias realizado no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

    Carlos Eduardo Ferreira dos Santos e Nayara Silva de Andrade receberam pena de 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão. Ambos também foram condenados a mais um ano, 11 meses e 14 dias de detenção por tortura, conforme decisão do júri.

    Victor Rafael Martins da Silva foi condenado a 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, além de um ano, 7 meses e 11 dias por tortura. Já Eudecir Gomes de Lima recebeu pena de 28 anos, um mês e três dias de reclusão.

    Todos os réus foram condenados por homicídio com qualificadora de motivo fútil e por tortura, além de ocultação de cadáver.

    O julgamento teve início na segunda-feira, 4, e foi aberto ao público, além de ser acompanhado por entidades e membros de organizações que atuam na defesa de direitos.

    Em entrevista à imprensa durante o julgamento, o pai de Davi Silva, Cícero Lourenço da Silva, fez um apelo ao júri e pediu aos acusados que mostrassem os ossos do filho.

    “Eu só quero que ele mostre os ossos do meu filho e me dê qualquer coisa. E vai me dizer que meu filho tava fazendo. Eu sou pai dele. Se ele pegou meu filho com roubo ou com fumo na mão, eu também quero que ele me mostre. Qualquer coisa”, disse.

    Por MP de Alagoas

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