Comissão de delegados concluiu que Gildate Góes foi o autor dos disparos que mataram Yago Gomes e Denivaldo Jardel dentro de uma viatura policial
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o procedimento investigativo que apurou as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorridas na madrugada de 20 de maio de 2026, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado.
A investigação foi conduzida por uma comissão formada pelos delegados Sidney Walston Tenório de Araújo, Flávio Dutra de Melo e Leandro Martins da Silva. Ao final dos trabalhos, Gildate Góes Moraes Sobrinho foi indiciado por homicídio qualificado, em razão da impossibilidade de defesa das vítimas.
Segundo as conclusões do inquérito, sustentadas por perícias balísticas e exames realizados no local do crime, o investigado teria efetuado um disparo na nuca de Denivaldo Jardel. Já Yago Gomes ainda teria tentado se defender utilizando as mãos, mas foi atingido na região da têmpora. Os dois policiais morreram em decorrência dos ferimentos.
De acordo com a comissão, as provas técnicas reunidas durante a investigação foram compatíveis com a dinâmica dos fatos apurada pelos investigadores, reforçando a autoria atribuída ao indiciado.
As análises decorrentes das quebras de sigilos telefônicos e telemáticos não identificaram elementos que apontassem para premeditação. Diante disso, a comissão concluiu que o crime teria ocorrido em uma situação momentânea dentro do veículo, sem indícios de planejamento prévio.
Durante a investigação, os delegados também solicitaram a prorrogação da prisão preventiva de Gildate Góes, medida considerada necessária para garantir a aplicação da lei penal e o andamento regular do processo criminal.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que adotarão as providências cabíveis no âmbito da ação penal.

