Servidor participou pela terceira vez consecutiva de um dos principais encontros mundiais forenses

    Por Pedro Sales / Ascom Polícia Científica

    O perito criminal do Instituto de Criminalística do Agreste, Gerard Deokaran, participou da International In-Service Training & Expo (IIST 2026) pelo terceiro ano consecutivo. O evento é promovido pela International Association of Bomb Technicians and Investigators (IABTI), uma das principais entidades internacionais voltadas ao estudo e à investigação de explosivos.

    O encontro ocorreu em Ponte Vedra Beach, no estado da Flórida, Estados Unidos, e reuniu especialistas, pesquisadores e profissionais de diversos países para discutir tendências, desafios e avanços técnicos relacionados à análise de explosivos, dispositivos improvisados, investigações pós-explosão e novas tecnologias aplicadas ao setor.

    Pesquisa integra explosivos, balística, genética, papiloscopia e química forense

    Desta vez, Gerard apresentou o trabalho “Perícias Criminais em Domínio de Cidades”, pesquisa que reúne experiências e treinamentos desenvolvidos desde 2022 e que aborda diferentes áreas da investigação forense aplicadas a cenários urbanos complexos.

    “Este ano, a produção submetida conta com casos reunidos ao longo dos últimos quatro anos que reunem diferentes áreas da perícia criminal, como análise química de explosivos, rastreamento de munições, revelação de impressões digitais e identificação de material genético. Também foi uma oportunidade para compartilhar pesquisas que tenho desenvolvido no doutorado e trocar experiências com especialistas de outros países”, afirmou Gerard Deokaran.

    Experiências brasileiras no cenário internacional

    Esta foi a terceira participação consecutiva do alagoano no congresso. Em 2024, ele apresentou um estudo sobre a instabilidade química no armazenamento de fogos de artifício, tema relacionado aos frequentes acidentes registrados em fábricas clandestinas de materiais pirotécnicos. Já em 2025, sua pesquisa teve como foco os perfis químicos de explosivos improvisados utilizados por torcidas organizadas, analisando a composição e os riscos desses artefatos.

    Outro destaque da participação brasileira foi o interesse demonstrado por representantes da associação internacional no livro Locais de Crime com Explosivos no ano passado, sob a organização de Gerard. Um exemplar foi doado para a associação e despertou o interesse da associação em traduzi-lo para o inglês. O livro reúne estudos de casos e relatos de perícias criminais desenvolvidos por especialistas brasileiros e foi apresentado durante o encontro como exemplo da produção técnica e científica no país.

    “A receptividade ao trabalho deste ano foi bastante positiva. Além da apresentação técnica, a participação no evento possibilitou a troca de experiências com especialistas de diferentes países que atuam nas áreas de explosivos, perícia forense e investigação pós-explosão”, continuou o perito criminal.

    Além de compartilhar pesquisas e experiências desenvolvidas no Brasil, a participação no congresso permitiu o contato com profissionais de diferentes partes do mundo, ampliando o intercâmbio de conhecimentos sobre técnicas de investigação, análise de evidências e novas abordagens aplicadas às ciências forenses.

    Share.