Em “Vidas Passadas” Na Young e Hae Sung são namorados de infância na Coreia do Sul, que se separam aos 12 anos quando ela imigra para o Canadá. Muitos anos depois eles se reencontram e tentam lidar com os sentimentos de uma vida que nunca aconteceu.

    Singelo, o longa coreano é amparado pela sintonia perfeita do casal de protagonistas. Difícil não se emocionar com aquilo que é dito e com o silêncio cheio de significados de seus personagens. O filme bebe da fonte de outros grandes romances modernos. Temos o entrosamento de “Antes do Amanhecer”, o tema do pertencimento visto em “Encontros e Desencontros” e as escolhas entre ir e ficar de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.

    Com essas credenciais nem preciso dizer o quanto gostei de “Vidas Passadas”. Um recorte do tempo sobre um amor que resiste, sobrevive, mesmo quando se perde o tempo. Talvez porque aquilo que guardamos com pureza se mantém incólume aos desencontros da vida. O amor sentido simplesmente é. Transcende.

    9.5

    *Disponível no Telecine

    @resenha100nota

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