Há diversas formas de se adquirir sabedoria. Existe o aprendizado formal dos bancos da escola, o conhecimentos dos livros, mas talvez a forma mais importante para nos tornar quem somos é aquela que absorvemos com as experiências que acumulamos na vida e isso só vem de fato com o tempo.

    A juventude tem energia, impulsividade e arrojo invejáveis, porém por mais perspicaz que seja um jovem muitas marcas só se tornam visíveis com horas, dias, semanas, meses e anos de caminhada. O tempo passa e aprendemos a economizar o gás porque a vida não é um tiro curto. É uma maratona que depende de controle e fôlego para evitar precipitações e os erros de quem quer tudo para já.

    A série “O Método Kominsky” é um divertido e inteligente vislumbre da velhice com suas perdas e ganhos. A dinâmica é justamente essa: limitações físicas e sabedoria intelectual.

    Aceitar o inevitável e aproveitar a visão descomplicada das coisas.

    São três temporadas de risos e lições. O rabugento Norman (Alan Arkin), sem filtro para falar o que pensa, e o debochado Sandy (Michael Douglas), um professor de artes cênicas que continua a aprender. 

    Dois amigos proporcionando uma comédia de altíssimo nível, sem apelação. Uma raridade que deve ser degustada sem moderação.

    *Disponível na Netflix 

    10.0

    @resenha100nota

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