O governo federal confirmou, nesta quarta-feira (16), que enviou uma carta oficial aos Estados Unidos cobrando respostas e abertura para negociações após o anúncio das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

    A carta foi assinada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O documento é endereçado ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio, Jamieson Greer.

    No texto, o Brasil expressa “indignação” com a decisão unilateral dos EUA e alerta para os impactos negativos da medida nas economias dos dois países. “A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, diz o trecho assinado por Alckmin e Vieira.

    O governo também confirmou o envio de uma minuta confidencial de proposta para abrir diálogo com os norte-americanos, sugerindo áreas possíveis de negociação. Segundo a carta, o Brasil está pronto para “negociar uma solução mutuamente aceitável” e manter o bom relacionamento entre as duas nações.

    🧾 Reuniões com setor produtivo

    Ainda nesta quarta-feira, Alckmin se reuniu com representantes da indústria e lideranças sindicais para discutir estratégias diante do tarifaço. Estiveram presentes nomes como os presidentes da CNI, Abiquim, Anfavea, CUT, UGT, Força Sindical, entre outros.

    O governo reafirmou seu compromisso em proteger os setores produtivos brasileiros e construir uma solução diplomática junto aos EUA. Mais duas reuniões com empresários estão previstas para o período da tarde, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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