Vão dizer que essa imagem é IA, mas é falta de inteligência mesmo. Caminharmos para longe dos EUA sem ter a garantia ao menos da China é uma temeridade sob todos os aspectos. Você sabia que as exportações para a China diminuíram 7,5% no primeiro semestre? Foi motivado pela busca da China por diversificação de parceiros comerciais e pelo preço menor das commodities.

    — Até tu, China?

    O Brasil ainda não virou a Venezuela. Mas falta pouco.

    — Falta um dedinho.

    Um dedinho de censura.

    Um dedinho de autoritarismo.

    Um dedinho de desprezo pela democracia.

    A Venezuela não foi do céu ao inferno num pulo. Ela escorregou. Devagar.

    Primeiro, o “nós contra eles”, a luta de classes. Depois, calaram as vozes dissonantes.

    Em seguida, passaram a governar por decretos e punir quem ousasse discordar.

    O povo? Assistia. Desesperava. Emudecia.

    — Isso aqui, iô iô… é um pouquinho da Venezuela iá iá…

    Temos um presidente que defende ditaduras e silencia sobre abusos, desde que venham dos “companheiros”.

    Um STF que legisla, julga, cassa, pune — tudo junto, ao mesmo tempo, e sem contraditório.

    E um Congresso que parece não se incomodar com o próprio encolhimento.

    Enquanto isso, a população assiste ao país ser governado por algoritmos de vingança.

    A economia desacelera. O dólar sobe. As exportações caem. E a resposta do governo?

    Dobrar a aposta na polarização.

    A China — maior compradora do Brasil —, como falamos, reduz suas importações, suspende contratos e busca novos fornecedores. Já os Estados Unidos não estendem a mão e fecham o punho: erguem barreiras tarifárias, olham para seus próprios interesses.

    Ou seja: caminhamos para o isolamento.

    Sem apoio de fora. Sem coesão por dentro.

    Sozinhos — como Hugo Chávez sonhou.

    Lula se alimenta da divisão em prol de uma estratégia eleitoreira. Precisa de um inimigo. Precisa manter Bolsonaro em cena, vivo na memória — mesmo inelegível — para que a eleição continue sendo uma guerra, e não uma escolha.

    Talvez, falte só um dedinho.

    Para o fim da democracia.

    Por outro lado, para reverter isso, falta só um dedinho. O seu.

    Nas urnas, nas redes sociais — para dizer ao mundo que não abrimos mão da democracia.

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