Médicos, familiares e advogados têm aconselhado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a não comparecer presencialmente às sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), que começam nesta terça-feira (2). O julgamento trata da acusação de tentativa de golpe de Estado.
Saúde debilitada
Segundo aliados, a saúde de Bolsonaro é o principal motivo para a recomendação. Ele está em prisão domiciliar desde agosto e, nos últimos dias, teria apresentado novas crises de soluços e episódios de vômito, consequência de uma esofagite. Esses fatores reforçam a defesa da participação remota nas sessões.
Decisão política
Apesar da orientação médica e familiar, a decisão final caberá ao próprio ex-presidente. Bolsonaro avalia a possibilidade de comparecer ao STF presencialmente, o que poderia ser interpretado como uma demonstração de força política diante de seus apoiadores e da militância.
Contexto do julgamento
O processo contra Bolsonaro tem repercussão nacional e poderá definir os rumos de sua trajetória política. O STF analisa a denúncia de que o ex-presidente teria atuado para atentar contra a democracia e incentivar um golpe de Estado.
O desenrolar das sessões será acompanhado de perto por apoiadores, críticos e pela classe política, já que o caso pode representar um marco para o futuro político de Bolsonaro.

