A grande virtude da diretora Kathryn Bigelow é fazer um filme catástrofe sem explorar o apelo visual da catástrofe.
Em “Casa de Dinamite”, acompanhamos o lançamento de uma arma nuclear prestes a atingir uma grande cidade dos Estados Unidos. Sem conhecer o autor da ofensiva, o governo americano precisa lidar com várias decisões difíceis: tentar interceptar o míssil antes do impacto, minimizar os danos da possível catástrofe, identificar o remetente e decidir como reagir a ataque dessas proporções. Contra atacar bases suspeitas mesmo sem saber o autor e desencadear uma terceira guerra ou se manter inerte até descortinar o inimigo?
É com essa premissa que o filme leva a tensão até o final, mostrando diferentes perspectivas e como a situação reverbera nas pessoas responsáveis por gerenciar crises em momentos críticos.
É provável que algumas pessoas torçam o nariz com a forma que a diretora escolheu concluir seu longa, mas vale lembrar que não estamos diante de um filme do Roland Emmerich ou Michael Bay que faz das explosões e da destruição o motivo de existir dessas produções. Parece que Bigelow conscientemente optou frustrar esse tipo de espectador para focar nas decisões que podem mudar o rumo da humanidade.
8.5
*Disponível na Netflix

