Política

Toffoli nega liminar a Rodrigo Cunha e mantém comando do Podemos com grupo de Renan Filho em Alagoas

Decisão do ministro do TSE impede retorno de Cunha à presidência estadual da legenda e reduz as opções partidárias do grupo liderado por JHC na disputa pelo Governo de Alagoas

Por Carlos Victor Costa

Publicado em 05/08/2026 às 11:11

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Foto: Ailton Cruz/Arquivo pessoal

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli negou o pedido de liminar apresentado pelo prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, que buscava reassumir o comando da Comissão Provisória Estadual do partido Podemos em Alagoas. Com a decisão, permanece válida a atual direção da legenda, presidida por Mosart Amaral, alinhada politicamente ao ex ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB).

Rodrigo Cunha havia impetrado um mandado de segurança alegando que foi destituído da presidência estadual do Podemos sem qualquer comunicação formal e sem a observância do contraditório e da ampla defesa. O parlamentar sustentou que a mudança teria ocorrido às vésperas das convenções partidárias com o objetivo de influenciar o cenário eleitoral de 2026 em Alagoas. 

Ao analisar o caso, Dias Toffoli entendeu que não ficou demonstrada a urgência necessária para conceder a medida liminar. O ministro destacou que a substituição da direção estadual ocorreu em 12 de maio, enquanto a ação só foi ajuizada em 27 de julho, mais de dois meses depois da anotação da nova comissão no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP). Também observou que eventual disputa sobre a legitimidade das convenções partidárias poderá ser analisada posteriormente no processo de registro das candidaturas.

A decisão representa um revés para Rodrigo Cunha e, principalmente, para o grupo político do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB). A expectativa dos aliados era recuperar o controle do Podemos para ampliar o arco de alianças da pré-candidatura ao Governo de Alagoas. Sem a legenda, JHC permanece, até o momento, contando apenas com a Federação PSDB-Cidadania e o PDT como partidos oficialmente alinhados ao seu projeto eleitoral.

Enquanto o mérito do mandado de segurança ainda será julgado pelo TSE, a negativa da liminar mantém o Podemos sob influência do grupo político de Renan Filho justamente no período decisivo de realização das convenções partidárias e definição das coligações para as eleições de 2026.

Tags: Notícias Política
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