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Alagoas cria comitê para monitorar El Niño e prevenir impactos da seca

Governo prevê intensificação do fenômeno a partir desse mês e prepara ações para reduzir efeitos sobre abastecimento de água e produção agropecuária

Por Redação da JP News

Publicado em 03/09/2026 às 14:22

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O Governo de Alagoas criou um comitê interinstitucional para monitorar a evolução do El Niño e antecipar medidas diante dos possíveis impactos do fenômeno climático no estado. O decreto que institui o Comitê El Niño foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) em 25 de agosto.

A preocupação está relacionada à previsão de intensificação do fenômeno a partir de setembro e aos possíveis reflexos ao longo de 2027. Em Alagoas, o El Niño costuma provocar redução das chuvas, principalmente no Agreste e no Sertão, aumentando o risco de estiagens prolongadas e de impactos no abastecimento de água e na produção agropecuária.

O comitê terá caráter preventivo e reunirá informações sobre clima, recursos hídricos, agricultura, pecuária, saúde e assistência social. O objetivo é identificar riscos e coordenar ações entre diferentes órgãos antes do agravamento de eventuais problemas.

Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, João Ygo da Costa, o monitoramento da temperatura do oceano já é realizado diariamente.

“Já fazemos o monitoramento diário da temperatura do oceano e agora estamos estruturando uma ação conjunta para minimizar os impactos do El Niño. Vamos buscar apoio do Governo Federal, ampliar ações como a Operação Carro-Pipa, quando necessário, e acompanhar os planos de contingência dos municípios”, explicou.

Atualmente, mais de 40 municípios alagoanos estão localizados na região do Semiárido e 32 já decretaram situação de emergência em razão da seca. A expectativa do governo é reduzir os impactos sobre o abastecimento de água, a agricultura, a pecuária e os serviços públicos essenciais.

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