Alfredo Gaspar reconhece derrota presidencial e promete manter atuação da oposição
Ex-candidato a vice-presidente agradeceu aos eleitores e reafirmou defesa de pautas da campanha em meio às notícias sobre possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Ouvir Notícia
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que disputou a Vice-Presidência da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), reconheceu a derrota nas eleições presidenciais e afirmou que seu grupo político continuará defendendo suas propostas no Congresso Nacional. O pronunciamento foi divulgado nessa terça-feira (27), em meio às notícias sobre a possível viagem de Flávio aos Estados Unidos.
Durante a declaração, Gaspar agradeceu aos quase 60 milhões de brasileiros que votaram na chapa. Segundo o parlamentar, a participação na disputa presidencial teve como objetivo promover mudanças no país, e não atender a interesses pessoais ou conquistar o poder. Ele também criticou o que chamou de "sistema", alegando que a campanha enfrentou obstáculos e perseguições.
O deputado afirmou que a oposição pretende continuar defendendo a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Entre as outras pautas mencionadas estão a proibição das drogas, a defesa de uma economia que ofereça condições dignas de vida e a valorização da família. Gaspar também destacou a representação de seu grupo político no Congresso Nacional.
Ao comentar o resultado eleitoral, o parlamentar declarou que a derrota não representa o abandono das propostas defendidas durante a campanha. Para Gaspar, o grupo conseguiu manter suas convicções e continuará atuando politicamente. Ele afirmou ainda que a bancada eleita está preparada para exercer oposição ao governo federal.
O pronunciamento ocorreu enquanto a Polícia Federal apurava informações sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Reportagens da imprensa internacional apontaram que o senador teria viajado aos Estados Unidos, mas ainda havia divergências sobre o trajeto e a confirmação de sua chegada. O caso ganhou repercussão após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes de Flávio até as 11h de terça-feira (27). Segundo as informações divulgadas, o prazo terminou sem a apresentação dos documentos à Polícia Federal.