Caso Master: “É a hora do ex-prefeito JHC dizer alguma coisa” questiona Rui Palmeira

Vereador cobra posicionamento de JHC após PF e CGU cumprirem mandados de busca e apreensão em investigação sobre aplicação de R$ 97 milhões do fundo previdenciário em banco de Daniel Vorcaro.

Por João Mendonça

Publicado em 10/08/2026 às 11:49

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Em frente ao Iprev Maceió, onde também se encontravam veículos da PF e da CGU, o vereador por Maceió Rui Palmeira, do PSD-AL, questionou diversos posicionamentos sobre o Caso Master em Maceió: "É a hora do ex-prefeito JHC dizer alguma coisa". E complementou: "Quem tá por trás desse tipo de crime em Maceió?".

Antes, o contexto: na manhã desta segunda-feira (10), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União cumpriram oito mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (ministro André Mendonça) em investigação sobre possíveis irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Regime Próprio de Previdência Social de Maceió em Letras Financeiras de um banco privado, entre 2023 e 2024.

A apuração busca esclarecer como foram conduzidos o credenciamento da instituição, a análise de risco e o processo de decisão dos investimentos.

JHC era o prefeito da capital na epóca desses aportes milionários no Banco Master de Daniel Vorcaro. Em decisão de 2 de julho deste ano, a Justiça de Alagoas retirou JHC de processo movido por Renan Calheiros que apurava aportes do Maceió Previdência no Master. 

A operação de hoje ganhou matéria em diversos canais de comunicação do Brasil, como UOL, Folha e também o Metrópoles, que lembra que foi Rui quem fez as primeiras denúncias: "Na denúncia formalizada às autoridades, o político Rui Palmeira apontou que houve 'gravíssima afronta aos ditames legais que regem as reuniões' do Iprev. A Lei Ordinária de Maceió nº 5.828/2009, no artigo 107, exige a presença de sete conselheiros para iniciar a reunião e pelo menos seis para decisões."

O parlamentar da Câmara de Vereadores de Maceió foi um dos primeiros a trazer à tona os questionamentos sobre o caso, principalmente sobre a celeridade da decisão que levou ao aporte milionário: em menos de dois dias foi executada a compra de títulos com recursos previdenciários no banco de Daniel Vorcaro.

Em nota a Prefeitura de Maceió comenta:

O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.

A assessoria de JHC não se posicionou.




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