Em Maceió, Flávio Bolsonaro promete endurecer combate ao crime e manter Bolsa Família
Candidato à Presidência também defendeu maior protagonismo econômico para o Nordeste e falou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro
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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato de campanha nesta terça-feira (25), em Maceió, onde concentrou o discurso em segurança pública, programas sociais e desenvolvimento do Nordeste. Ao lado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL), ele também falou sobre a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que escolheu Alagoas para iniciar a agenda eleitoral por ser o estado de Alfredo Gaspar. Durante o discurso em um trio elétrico, declarou que pretende dar maior protagonismo político ao estado. “Respeite Alagoas, que o Estado vai mandar em Brasília agora”, afirmou.
A segurança pública ocupou parte central do discurso. O candidato prometeu endurecer o combate às organizações criminosas e citou diretamente o PCC e o Comando Vermelho. “PCC e Comando Vermelho, metam o pé do Brasil. Até o fim do ano serão presos ou neutralizados”, declarou.
Flávio também defendeu penas mais duras para crimes contra o patrimônio. Segundo ele, quem roubar celulares deverá cumprir pena de pelo menos oito anos. O candidato ainda defendeu a castração química para condenados por estupro.
Bolsa Família
Durante o ato, Flávio afirmou que um eventual governo não acabará com o Bolsa Família. A proposta apresentada por ele é manter o benefício e associá-lo a iniciativas de qualificação profissional, microcrédito e incentivo ao empreendedorismo.
“O povo nordestino merece ter oportunidade. É mentira que vai acabar com o Bolsa Família. Mas não pode ser a última coisa da vida da pessoa, tem que ser a primeira”, disse.
O candidato também defendeu investimentos para explorar o potencial econômico do Nordeste, citando o turismo e a produção de energia eólica.
Jair Bolsonaro
Flávio também falou sobre Jair Bolsonaro e classificou a situação enfrentada pelo pai como perseguição política. Segundo ele, está há mais de 30 dias sem poder abraçar ou beijar o ex-presidente.
Ao encerrar o discurso, Flávio afirmou que pretende retornar a Alagoas no próximo ano como presidente e levar Jair Bolsonaro novamente às ruas.