Lula discursa nesta terça na abertura da Assembleia Geral da ONU; o que esperar
Presidente brasileiro será o primeiro a falar, tradição que acontece desde 1955; logo na sequência, quem fala é Donald Trump, representando os Estados Unidos
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O presidente Lula (PT) discursa nesta terça-feira (22), em Nova York, na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Como ocorre desde 1955, o Brasil será o primeiro país a falar, seguido pelos Estados Unidos, representados neste ano pelo presidente Donald Trump.
A fala de Lula deve tratar de temas que estão no centro da política externa brasileira, como a defesa do multilateralismo, a soberania dos países, a negociação para a solução de conflitos e a reforma das instituições internacionais.
O discurso ocorre em um momento de forte tensão internacional, com guerras e disputas diplomáticas em diferentes regiões. A expectativa é que o presidente mostre a posição brasileira sobre esses conflitos sem deixar de abordar questões econômicas e sociais, como fome, pobreza e desigualdade.
Entre os principais temas esperados no discurso de Lula estão:
- Multilateralismo: defesa da cooperação entre os países e do fortalecimento das instituições internacionais;
- Conflitos internacionais: defesa da negociação e da diplomacia como caminhos para a solução de disputas;
- Soberania: defesa do princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países;
- Reforma da ONU: Lula deve voltar a defender mudanças na estrutura da organização, principalmente no Conselho de Segurança;
- Fome e pobreza: o combate à desigualdade e a segurança alimentar devem aparecer entre as prioridades brasileiras;
- Mudanças climáticas: a agenda ambiental também deve fazer parte da posição apresentada pelo Brasil;
- Crime organizado: o governo brasileiro pretende destacar a necessidade de cooperação internacional para enfrentar o crime organizado transnacional.
A reforma do Conselho de Segurança é uma reivindicação antiga do Brasil. O governo argumenta que a estrutura atual não representa adequadamente a configuração política do mundo e tem dificuldades para responder aos conflitos internacionais. Em discursos anteriores na ONU, Lula já defendeu uma mudança na composição, nos métodos de trabalho e no sistema de veto do órgão.