Política

Muro da embaixada dos EUA em Brasília é pichado: ‘Lucram com a morte’

Marcas de fogo e uma faixa também foram encontrados no local

Por Redação da JP News

Publicado em 13/08/2026 às 10:01

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Reprodução/Chiquinho do Fogo

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O muro da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília foi alvo de pichação nesta quinta-feira (13). A pichação diz “os EUA fazem guerra e lucram com a morte“. Há também o mesmo escrito em inglês, dizendo “the USA makes war and profits from death“.

Imagens ainda mostram objetos que parecem ser simulacros de uma cartola, em referência à vestimenta do ‘Tio Sam’, figura emblemática de campanhas de guerra dos EUA, modelos de ossos artificiais, e é possível ver uma marca de queimadura na parede, junto a restos de pano que se assemelham à bandeira dos Estados Unidos. Uma faixa também é vista no chão. Nela, pode-se ver o escrito: “indústria da guerra dos EUA: mortes, fome e destruição da natureza“.

A ocorrência foi registrada na região da representação diplomática americana, no Setor de Embaixadas Sul, na capital federal. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

A Jovem Pan entrou em contato com a Embaixada e com a Polícia Militar de Brasília, mas ainda não obteve contato. O espaço segue aberto para manifestações.


Tensão diplomática


O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos. Em 15 de julho, o governo de Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, alegando, entre outros pontos, práticas comerciais consideradas prejudiciais aos EUA e falhas no combate ao desmatamento. A medida entrou em vigor no dia 22 e levou o governo Lula a acionar formalmente Washington na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 27 de julho.

A crise também chegou à área diplomática. Os Estados Unidos cancelaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio ao impasse sobre a indicação do republicano Daniel Perez para comandar a embaixada americana em Brasília. O governo brasileiro ainda não concedeu o agrément — autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma o posto — e criticou Washington por ter tornado a indicação pública antes desse aval.

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