Polícia

Vitinho é condenado a 13 anos de prisão por estupro e agressão contra jovem em Alagoas

Maria Daniela, de 19 anos, sofreu traumatismo craniano e graves sequelas após crime ocorrido em Coité do Nóia; defesa da vítima afirma que vai recorrer da pena

Por Redação da JP News

Publicado em 31/08/2026 às 14:59

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A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro e agressão contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. A sentença foi proferida na sexta-feira (28) pelo juiz Matheus de Miranda, da comarca de Taquarana, e divulgada nesta segunda-feira (31) pela advogada da vítima.

O crime ocorreu em dezembro de 2024, em Coité do Nóia, após a jovem deixar uma festa de confraternização realizada em uma chácara pertencente à família do condenado, no Povoado Poção. Daniela foi dopada e espancada, além de ter sofrido uma tentativa de feminicídio por asfixia.

Segundo os autos do processo, após as agressões, Vitinho levou Daniela a uma unidade de saúde. Ela estava desorientada, apresentava marcas de sangue no vestido e na região genital, além de traumatismo craniano grave. Devido à gravidade do quadro, foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em coma.

A Promotoria de Justiça de Taquarana informou que exames identificaram substâncias psicoativas no organismo da vítima, entre elas diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina. Segundo o órgão, uma das substâncias é conhecida por ser utilizada em crimes de natureza sexual.

Um relatório médico da Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas apontou que Daniela apresentou sequelas neurológicas motoras e mentais, além de transtornos psiquiátricos decorrentes da violência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) também comprovou o estupro.

Atualmente, a jovem ainda precisa da ajuda de familiares para realizar atividades básicas.

Vitinho permaneceu foragido por mais de um ano e foi preso em julho de 2026, na zona rural de Taquarana. O caso também resultou em investigações paralelas por lavagem de dinheiro envolvendo o núcleo familiar.

A advogada da vítima, Júlia Nunes, informou que a acusação pretende recorrer da decisão por considerar a pena baixa diante da gravidade dos danos causados à jovem.

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