Homem-Aranha: Um Novo Dia - O amigão da vizinhança salva o dia e o gênero de super heróis
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Depois de quase dez anos sem entregar uma grande filme, a Marvel finalmente consegue emplacar um filmaço.
“Homem-Aranha: Um Novo Dia” traz o herói combatendo o crime em Nova York enquanto tenta lidar com a solidão já que a lembrança de Peter Parker foi apagada da memória de todos, incluindo seu melhor amigo Ned, e a namorada MJ.
O filme trabalha bem os dramas do protagonista falando não apenas de solidão, mas também sobre mudanças, maturidade e as dificuldades do início da vida adulta. Apesar disso, o diretor Destin Daniel Cretton, que substituiu Jon Watts, não perde o bom humor de vista e o clima de aventura permanece intacto.
Mérito também de Tom Holland, que alcança o tom (sem trocadilhos) perfeito do personagem. Heroísmo, sensibilidade e leveza.
A aventura conta com diversas participações de outros heróis e vilões que nunca soam gratuitas e só agregam para história. O roteiro também é um ponto forte. Nada fica fora do lugar, temos uma jornada de transformação do protagonista e um antagonista que mantém o suspense e a ameaça até o final.
Com as melhores cenas de ação desde “Vingadores: Ultimato”, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” tem êxito em tudo que se propõe e já é o melhor filme do cabeça de teia nos cinemas e também o melhor longa do gênero de super heróis em um bom tempo. Após uma sequência que parecia interminável de filmes ruins ou insossos, a Marvel parece ter decidido colocar pautas e agendas de lado para focar numa boa aventura e no bom entretenimento.
Instagram: @resenha100nota
*Disponível nos cinemas
Bruno Omena
Crítico de Cinema
Participante recorrente dos programas “Fala Sério” e “Sessão Pipoca” sobre cultura pop, idealizador do projeto “Circuito Cultural” em que filmes fora do circuito comercial eram exibidos em sessões únicas no extinto Cine Cidade (cinema em atividade...
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