Mesmo com vice alagoano, Flávio Bolsonaro perde espaço eleitoral em Alagoas no segundo turno
Mobilização do Bloco do 22 e presença de lideranças não foram suficientes para impedir o avanço eleitoral de Lula em Alagoas. Lula ampliou sua vantagem para mais de 408 mil votos e venceu em 93 municípios
Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha)
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A direita bolsonarista apostou em uma virada eleitoral em Alagoas, promoveu grandes mobilizações e contou com a presença do deputado federal Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro empenhado em vencer em seu estado. Apesar da estratégia, o resultado das urnas foi diferente do esperado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem em Alagoas, passando de quase 260 mil votos no primeiro turno para mais de 408 mil no segundo, além de conquistar a maioria em 93 dos 102 municípios alagoanos.
Embora tenha aumentado sua votação entre os dois turnos, Flávio Bolsonaro perdeu espaço no mapa eleitoral de Alagoas. No primeiro turno, o candidato havia vencido em 16 municípios, mas conseguiu manter a liderança em apenas nove no segundo. As outras sete cidades mudaram de lado e passaram a registrar maioria de votos para Lula, reforçando o desempenho do petista no interior do estado.
Em Maceió, principal reduto eleitoral de Flávio Bolsonaro em Alagoas, o candidato voltou a vencer, mas viu sua vantagem sobre Lula diminuir em quase 35 mil votos. Já em Coruripe, município citado pelo deputado federal Marx Beltrão como exemplo da força eleitoral da direita, o resultado foi favorável ao presidente. Lula conquistou 52% dos votos válidos e reverteu o cenário registrado no primeiro turno.
Durante a campanha, a direita investiu na mobilização de apoiadores e lideranças políticas na capital e no interior. Um dos principais atos foi o chamado "Bloco do 22", que reuniu uma multidão na orla de Maceió. A presença de Alfredo Gaspar na chapa presidencial também representou uma aposta no fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro entre os eleitores alagoanos. Entretanto, a movimentação nas ruas não se converteu em uma vitória estadual.
O resultado evidencia a diferença entre a capacidade de mobilização política e o desempenho efetivo nas urnas. Apesar de manter a vitória em Maceió e ampliar sua votação absoluta, Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno com menos municípios sob sua liderança, enquanto Lula consolidou sua vantagem em Alagoas. O cenário também abre espaço para uma avaliação das estratégias adotadas pela direita e dos fatores que influenciaram a decisão do eleitorado alagoano.
Carlos Victor Costa
Jornalista
É jornalista com mais de 10 anos de atuação, cobrindo a área de política e economia. Com experiência em campanhas políticas. Graduado em jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas em 2014. Passou por veículos de comunicação como Correio de A...
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