Política

Pix Nota Boa pode ser a solução a curto prazo para a educação em Alagoas

O que era crítica virou evolução: conheca o Pix Nota Boa, nova proposta que prevê complementar programas de permanência escolar com pagamentos vinculados às notas dos estudantes

Por João Mendonça
06/09/2026 às 19:32 54 views
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Assessoria

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O novo projeto apresentado por Rafael Brito e Renan Filho, autores do Cartão Escola 10, é uma evolução natural do primeiro programa: ora batizado de Pix Nota Boa, ora de Escola 1000, a proposta não substitui o já concretizado Cartão Escola 10, de âmbito estadual, nem o Pé-de-Meia, do governo federal.

Renan e Rafa, em seus discursos de palanque, gostam de ressaltar o trabalho que desenvolveram juntos —um como secretário de Educação e o outro como governador — na criação do que, à época, seria uma iniciativa à frente de seu tempo, o Cartão Escola 10.

Agora, a conversa nos palanques é outra: destacar como foram as articulações com o governo Lula e com o ministro da Educação, Camilo Santana, para criar uma versão nacional do programa, o Pé-de-Meia.

Ambos também falam sobre as dificuldades para implantar os programas, diante de um discurso ainda presente no imaginário popular de que a evasão escolar não tem relação com o impacto da desigualdade, mas, sim, com a “falta de vontade” do aluno.

Quem nunca ouviu algo do tipo: “Na minha época, ninguém pagava para estudar”? O tempo passou, as críticas vieram, mas logo foram soterradas pelos resultados.

Em matérias publicadas em junho deste ano, análises apontaram o Pé-de-Meia como um dos responsáveis pela redução recorde da evasão escolar, que atingiu o menor índice do Ensino Médio em toda a série histórica.

A poupança do Ensino Médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes e, de acordo com estudos do Insper, gerou R$ 184,6 bilhões em benefícios econômicos e sociais para o Brasil ao longo da vida dos participantes.

A pesquisa também aponta que o programa, considerando apenas o recorte nacional, pode contribuir para que cerca de 372 mil jovens a mais concluam o Ensino Médio.

A ideia do novo projeto é premiar os alunos com as melhores notas, principalmente em Português e Matemática, disciplinas que compõem importantes índices educacionais medidos pelo Inep.

Com isso, inaugura-se uma nova etapa na forma como assistência social e educação podem caminhar juntas para melhorar indicadores-chave: não se trata apenas de manter o aluno na escola, mas também de elevar seu desempenho e a qualidade de sua aprendizagem.

Renan Filho, que já leva o projeto debaixo do braço nesta campanha, batizando-o de Escola 1000, explicou a proposta durante sabatina na TV Gazeta: “Quanto mais nota o aluno tirar, maior será o benefício financeiro que terá.”

O deputado Rafael Brito foi mais detalhado em um palanque em Viçosa, explicando que “quem tira entre 6,0 e 6,9 ganha um bônus de R$ 600; de 7,0 a 7,9, ganha R$ 700; de 8,0 a 8,9, R$ 800; e, entre 9,0 e 10,0, ganha um total de R$ 1 mil”.

Agora é aguardar para saber se Alagoas será exemplo novamente em inovação na educação e no combate a desigualdade. 


Sobre o colunista

João Mendonça

Jornalista

Jornalista — Formado em Jornalismo pela Ufal, realizador audiovisual e produtor cultural, participa do Pan News e do Sem Filtro. Acompanhe no Tiktok: @joaomendonca333

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