Política

Ronaldo Lessa é aposentado politicamente e chapa federal do PSDB é implodida

Ex-governador perde protagonismo, enquanto saída de Marina Candia deixa o PSDB ameaçado de não eleger deputados federais

Por Carlos Victor Costa
15/08/2026 às 21:30 72 views
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Assessoria

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A chapa liderada por JHC foi anunciada, mas, além de apresentar os candidatos que disputarão as eleições, também revelou dois grandes derrotados: Ronaldo Lessa e a chapa proporcional da Federação PSDB-Cidadania.

JHC será candidato ao Governo de Alagoas pela Federação PSDB-Cidadania, tendo a ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha como vice. Arthur Lira aparece como primeiro candidato ao Senado, enquanto a cuiabana Marina Candia ocupa a segunda vaga para senadora.

A primeira consequência política da composição é o rebaixamento de Ronaldo Lessa.

O atual vice-governador chegou a ser anunciado como possível candidato a vice na chapa de JHC. Agora, porém, termina acomodado como segundo suplente de Marina Candia. Na prática, uma posição com pouca visibilidade, reduzido peso eleitoral e quase nenhuma influência sobre os rumos da campanha.

É um desfecho melancólico para quem já foi prefeito de Maceió, governador de Alagoas, deputado federal e uma das principais lideranças políticas do estado.

A indicação para a suplência não significa, necessariamente, o fim definitivo de sua trajetória. Politicamente, contudo, carrega o peso de uma aposentadoria. Lessa deixa o centro das decisões e passa a ocupar uma posição periférica dentro de uma chapa na qual, até pouco tempo atrás, era apresentado como peça importante.

De protagonista da política alagoana, Ronaldo virou figurante na chapa de JHC.

A segunda consequência é a provável implosão da chapa de candidatos a deputado federal do PSDB.

Marina Candia era aguardada pelos demais integrantes da nominata como a principal puxadora de votos. Sua presença poderia elevar o desempenho geral da Federação e abrir caminho para a eleição de um ou até dois deputados federais.

Com Marina transferida para a disputa pelo Senado, essa conta muda completamente. Os demais candidatos perdem justamente o nome que poderia garantir competitividade à chapa. O risco, agora, é de a Federação PSDB-Cidadania não alcançar votação suficiente para eleger sequer um representante para a Câmara dos Deputados.

O movimento também beneficia os planos de Arthur Lira. Nos bastidores, a avaliação é de que uma chapa tucana enfraquecida reduziria a concorrência e poderia ajudar o Progressistas a ampliar sua bancada, chegando à eleição de até cinco deputados federais.

Não é possível afirmar, sem provas, que a retirada de Marina da disputa proporcional tenha sido uma imposição de Lira. Mas o resultado político da movimentação é bastante conveniente para ele: o PSDB perde sua principal puxadora de votos e o PP encontra o caminho mais livre para aumentar seu espaço na bancada alagoana.

A chapa de JHC nasceu. Entretanto, antes mesmo de a campanha começar oficialmente, já produziu seus primeiros efeitos: diminuiu Ronaldo Lessa, colocou a chapa federal do PSDB à beira do colapso e fortaleceu os planos eleitorais de Arthur Lira.

Na fotografia do anúncio, todos podem até aparecer sorrindo. Na matemática eleitoral, porém, nem todos saíram ganhando.

Sobre o colunista

Carlos Victor Costa

Jornalista

É jornalista com mais de 10 anos de atuação, cobrindo a área de política e economia. Com experiência em campanhas políticas. Graduado em jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas em 2014. Passou por veículos de comunicação como Correio de A...

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