JUSTIÇA

Ministério Público investiga publicações de diretora de escola contra petistas em Maceió

Apuração também envolve listas de boicote político; instituição informou que afastou a profissional após repercussão das declarações

Por Redação da JP News

Publicado em 06/11/2026 às 10:35

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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou uma apuração preliminar para investigar publicações contra eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) atribuídas a Edivânia Lucena Lima, que auxilia na direção da escola infantil Lucena Kids, em Maceió. O procedimento foi aberto pela 61ª Promotoria de Justiça da Capital, por meio de portaria assinada pela promotora Alexandra Beurlen em 3 de novembro e publicada nesta sexta-feira (6).

O caso ganhou repercussão após a profissional divulgar mensagens nas redes sociais afirmando que não fazia negócios com petistas e associando eleitores do partido a criminosos. As declarações provocaram críticas de pais de alunos e entidades ligadas à educação infantil. Após o episódio, a Lucena Kids informou que Edivânia foi afastada de suas funções e esclareceu que as publicações foram feitas em um perfil pessoal, sem representar o posicionamento da instituição.

Além das declarações envolvendo a escola, o Ministério Público investiga a circulação de listas e mensagens em grupos de WhatsApp que supostamente incentivavam boicotes, intimidações e retaliações econômicas contra empresários, trabalhadores e estabelecimentos comerciais por suas preferências políticas. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL), mencionada no procedimento, afirmou que posicionamentos individuais não representam a entidade.

A promotora determinou a preservação das publicações, mensagens e arquivos digitais relacionados aos episódios, incluindo links, datas e identificação dos perfis responsáveis. A investigação também poderá reunir relatos de pessoas que aleguem ter sofrido ameaças, demissões, perda de contratos ou exposição de dados pessoais. A escola e a Abrasel poderão apresentar esclarecimentos e documentos voluntariamente.

O MPAL ressaltou que, até o momento, não há comprovação de recusa de matrícula, tratamento desigual ou outros prejuízos concretos no ambiente escolar. A abertura do procedimento também não representa reconhecimento de ilegalidade ou atribuição de responsabilidade aos envolvidos. Caso sejam identificados indícios de crimes, o órgão poderá solicitar a instauração de inquérito policial, enquanto possíveis casos de discriminação trabalhista poderão ser encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Tags: Notícias Justiça
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Pan News Maceió

Ricardo Santa Rita e Marcos Vasconcelos