Política

Quase 800 mil votos: o dado de 2018 que alerta para 2026

Em 2018, brancos e nulos somaram 783 mil votos; com duas vagas novamente em disputa, a segunda escolha ganha importância

Por Carlos Victor Costa
25/09/2026 às 20:27 48 views
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As pesquisas vêm mostrando uma disputa apertada pelas duas vagas de Alagoas no Senado. E o levantamento mais recente, divulgado pela Quaest nesta sexta-feira (25), traz um dado que ajuda a entender uma das principais particularidades dessa eleição: a disputa pelo segundo voto do eleitor.

No resultado consolidado, que reúne as duas escolhas para o Senado e reduz o total a 100%, Marina JHC e Arthur Lira aparecem com 20% cada. Renan Calheiros tem 17%, seguido por Davi Davino Filho, com 10%, e Dr. Wanderley, com 7%.

Mas é quando a pesquisa separa a primeira da segunda escolha que aparece um dado importante.

No primeiro voto, Marina JHC registra 25%, Arthur Lira 23%, Renan Calheiros 21% e Davi Davino Filho 8%. Já no segundo voto, Arthur aparece com 16%, Marina com 15%, Renan com 14% e Davi sobe para 12%.

A diferença também aparece entre os eleitores que ainda não escolheram candidato. Enquanto 11% estão indecisos sobre o primeiro voto, esse percentual praticamente dobra e chega a 21% quando a pergunta é sobre o segundo.

É justamente aí que pode estar uma das chaves da disputa pelo Senado em Alagoas.

Com duas cadeiras em jogo e uma corrida competitiva entre os principais candidatos, não basta acompanhar quem aparece na frente das pesquisas. Também é preciso observar quem consegue entrar como segunda opção do eleitor.

E um número da eleição de 2018 ajuda a dimensionar o tamanho dessa questão.

A Agência Senado chama atenção para o chamado “voto incompleto”. Em 2018, quando também estavam em disputa dois terços das cadeiras do Senado, milhões de votos em todo o país deixaram de ser destinados a candidatos. Em 2026, a orientação é que o eleitor tenha definidos dois nomes diferentes antes de chegar à urna.

Em Alagoas, o precedente de 2018 torna essa questão especialmente interessante. Naquele pleito, os 783 mil votos brancos e nulos equivaleram a um contingente maior que toda a votação necessária para conquistar a segunda cadeira.

O cenário de 2026 é outro, os candidatos são outros e o comportamento do eleitor também pode ser diferente. Portanto, os números de oito anos atrás não permitem prever o resultado deste ano.

Mas ajudam a identificar uma variável que merece atenção na reta final.

Em uma disputa na qual diferentes pesquisas mostram proximidade entre os principais candidatos, talvez uma das perguntas mais importantes não seja apenas “quem é o seu candidato ao Senado?”.

Pode ser outra:

“E qual é o seu segundo voto?”

Sobre o colunista

Carlos Victor Costa

Jornalista

É jornalista com mais de 10 anos de atuação, cobrindo a área de política e economia. Com experiência em campanhas políticas. Graduado em jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas em 2014. Passou por veículos de comunicação como Correio de A...

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