Tem político que acha que lugar de jornalista é adulando
Censura à imprensa ganha corpo na pré-campanha ao Governo de Alagoas, ao mesmo tempo em que o blogueirismo disfarçado de jornalismo ganha espaço e impacto.
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O local que o jornalismo pode e deve buscar na sociedade é diretamente ligado aos níveis democráticos que ela ocupa.
A prática do jornalismo não é bem-vinda em estados autoritários, logo é evidente que o jornalismo e a democracia são passos de uma mesma perna: caminham lado a lado em um sistema mutualista, uma hora passa à direita, outra à esquerda.
Essa cooperação não existe por acaso: sem o livre exercício da opinião, da manifestação, do debate público e da publicização das decisões burocráticas, o poder torna-se autoritário. E o autoritarismo raramente não flerta com a violência.
Para não ganhar a fama de autoritário, que não cola bem nos dias atuais, uma figura almejando o alto escalão busca anular o jornalismo em Alagoas em troca do que chamo de bloguerismo: financiado, projetado e distribuído como agências do Ministério da Propaganda do Terceiro Reich.
Esses veículos servem como ferramentas de manipulação da opinião pública em prol de agendas e projetos políticos próprios.
A realidade está dada: enquanto a censura à imprensa ganha corpo na pré-campanha ao Governo de Alagoas, o blogueirismo disfarçado de jornalismo amplia seu espaço e sua influência.
O assédio segue e é contra a verdade, por isso resistiremos.
João Mendonça
Jornalista
Jornalista — Formado em Jornalismo pela Ufal, realizador audiovisual e produtor cultural, participa do Pan News e do Sem Filtro. Acompanhe no Tiktok: @joaomendonca333
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