Votação de Paulinho Mendonça revela força além de redutos eleitorais
Levantamento de Luiz Tanaka Jr. aponta que 92,5% dos votos do deputado eleito vieram de municípios fora de União dos Palmares
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A votação de Paulinho Mendonça para deputado estadual nas eleições de 2026 chama atenção não apenas pelo número de votos conquistados, mas também pela distribuição geográfica de seu eleitorado. Segundo levantamento realizado pelo radialista Luiz Tanaka Jr., o parlamentar eleito recebeu 65.166 votos e liderou a disputa em 15 municípios alagoanos, resultado que evidencia sua presença eleitoral em diferentes regiões do estado.
Um dos dados mais expressivos aparece em União dos Palmares, município onde Paulinho terminou como o candidato mais votado. Apesar da liderança local, a cidade representou apenas 7,5% de toda a votação obtida por ele em Alagoas. Isso significa que os outros 92,5% dos votos vieram de municípios diferentes, demonstrando que seu desempenho eleitoral não ficou concentrado em um único reduto.
Na análise política, esse fenômeno é conhecido como capilaridade eleitoral, conceito utilizado para definir a capacidade de um candidato alcançar eleitores em diferentes localidades. No caso de Paulinho Mendonça, os números apontam para uma distribuição territorial ampla, característica que diferencia candidaturas sustentadas principalmente por bases eleitorais tradicionais daquelas que conseguem conquistar votos em diversas regiões.
A liderança em 15 municípios também acrescenta um componente importante à análise do resultado. Afinal, existe uma diferença entre concentrar uma votação expressiva em uma cidade e conseguir alcançar o primeiro lugar em diferentes municípios. O desempenho de Paulinho reúne esses dois elementos: uma votação estadual superior a 65 mil votos e a liderança eleitoral em várias cidades alagoanas.
Entretanto, os números também abrem espaço para um questionamento político: essa capilaridade eleitoral será acompanhada de influência política nos municípios? Embora a votação demonstre alcance territorial, ela não significa, necessariamente, a existência de bases políticas consolidadas ou de articulação com lideranças locais. A capacidade de transformar o desempenho nas urnas em presença política efetiva será um dos aspectos a observar na trajetória do parlamentar.
Carlos Victor Costa
Jornalista
É jornalista com mais de 10 anos de atuação, cobrindo a área de política e economia. Com experiência em campanhas políticas. Graduado em jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas em 2014. Passou por veículos de comunicação como Correio de A...
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